sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Feliz 2007

Não tem jeito: enquanto as festas de final de ano não terminarem não conseguirei escrever os posts que quero. Mas deixemos, é festa, relaxemos. Demos as boas vindas ao ano que chega, com a alegria e as esperanças renovadas. Comemoremos com os amigos, as famílias, os mais próximos (ou não!), com todos que estão ao redor.

Nestas épocas em que as mensagens de paz e esperança no mundo são comuns, deixo as minhas através de uma poesia de Sérgio Vaz, poeta da periferia do Brasil cujo blog está nos meus favoritos.

Povo lindo , povo inteligente,
Em 2007 vai ser pior...
Pior para quem estiver no nosso caminho. Então que venham os dias.
Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não pára.
Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!). É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos. Acenda fogueiras. Não aceite nada de graça, nada. Até o beijo só é bom quando conquistado.
Escreva poemas, mas se te insultarem recite palavrões. Cuidado, o acaso é traiçoeiro e o tempo é cruel, tome as rédeas do teu próprio destino. Outra coisa: pior que a arrogância é a falsa humildade. As pessoas boazinhas também são perigosas, sugam energia e não dão nada em troca. Fique esperto, amar o próximo não é abandonar a si mesmo.
Para alcançar utopias é preciso enfrentar a realidade. Quer saber quem são os outros? Pergunte quem é você. Se não ama a tua causa, não alimente o ódio. Por favor, gentileza gera gentileza. Os erros são teus, assuma-os. Os acertos também são teus, divida-os.
Ser forte não é apanhar todo dia, nem bater de vez em quando, é perdoar e pedir perdão, sempre. Tenho más notícias: quando o bicho pegar, você vai estar sozinho. Não cultive multidão. Qual a sua é verdade? Qual a sua mentira? Teu travesseiro vai te dizer. Prepare-se.
Se quiser realmente saber se está bonito ou bonita, pergunte aos teus inimigos --nesta hora serão honestos. Quando estiver fazendo planos, não esqueça de avisar aos teus pés, são eles que caminham. Muito amor, mas raiva é fundamental. Quando não tiver palavras belas, improvise. Diga a verdade. As manhãs de sol são lindas, mas é preciso trabalhar também nos dias de chuva. Abra os braços. Segure na mão de quem está na frente e puxe a mão de quem estiver atrás.
Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.
O ano novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele.
Acredite em você!
Feliz todo dia!
Coração em chamas,
Sérgio Vaz.

A alegria é a prova dos nove

A alegria é a prova dos nove já dizia Osvald Andrade. Em tempos de comemoração segue uma das minhas alegrias, a Estação Primeira de Mangueira.

domingo, 24 de dezembro de 2006

Feliz Natal



Estou quase terminando um texto para postar.

Antes disso, porém, quero desejar um Feliz Natal a todos que por aqui passam.

Esperanças renovadas a todos.

Um grande abraço.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

São Paulo S/A





Enquanto as mudanças no blog não chegam, continuemos…
Ontem fui a uma exibição do filme “São Paulo S/A” no cinema unibanco. O filme é do ano de 1965 e foi dirigido por Luiz Sérgio Person. Confesso que fui assistir por dois motivos: tinha visto um documentário sobre o cineasta, dirigido por Marina Person (sua filha) e para assistir o debate sobre o filme depois da exibição e que teria a presença de Walter Salles.

Fiquei impressionado com a riqueza do filme, na proposta, na história, na forma como foi contada. O filme conta a história de Carlos, um jovem representante da classe média paulistana que – em pleno processo de desenvolvimento e industrialização – aproveita as oportunidades do mercado de trabalho, ingressa numa grande empresa e, logo, torna-se gerente de uma fábrica de auto-peças. Ao mesmo tempo em que consegue se fortalecer profissionalmente, casa-se, torna-se pai, conquista um padrão de vida razoável. Mas uma angústia toma Carlos, uma certa inadaptação a um mundo fortemente administrado, alienado, que corria depressa, numa cidade de ritmo acelerado, e que tão poucos sonhos substanciais oferecia. A angústia de Carlos está presente em todo o filme e nos remete a questões que estão longe de serem respondidas. Sem um projeto de vida, num mundo fragmentado, só lhe resta fugir.

São Paulo S/A antecipa, prevê. Um filme que deveria ser visto por todos. Aliás, sempre é citado como um dos dez melhores filmes do cinema nacional. Bom momento esse em que o cinema brasileiro vive: com maravilhosas produções e relançamentos de clássicos em dvd (para quem não sabe, “Macunaíma” foi relançado e está lindo!). Quem puder comprar o dvd eu recomendo!

Depois do filme o debate. Melhor impossível. Walter Salles, como sempre, deu um show. Aliás, amanhã escrevo sobre ele.
Foto 1: Luiz Sérgio Person
Foto 2: Walmor Chagas no personagem Carlos

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Muda tudo!


Muda, muda... tá na hora de mudar esse blog, atualizá-lo, colocar seções novas, melhorar outras enfim. Semana de mudanças. Quem viver, verá!

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Tese defendida!







segunda, às 14hs, com o título: "identidade, cultura e política: os movimentos estudantis na contemporaneidade", enfim defendi a tese. foi super tranquilo, a banca colocou questões muito pertinentes que ainda preciso refletir. os questionamentos e sugestões me ajudaram muito nesse meu processo de reflexão acerca do que venho pontuando no meu trabalho: a participação estudantil. tese elogiada, comentada, debatida. não sei como, estava tranquilíssimo! depois de tudo, a aprovação, com direito a nota máxima. quem quiser vir comemorar pode vir que ainda tô no pique. aqui, algumas fotos da defesa e da comemoração. beijo a todos.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Parada Negra



O comparecimento de 12.000 pessoas na realização da I Parada Negra, no dia da comemoração da Consciência Negra, foi uma demonstração de que São Paulo continua sendo uma cidade em que os movimentos sociais tem força e visibilidade. Sinto que apesar de lenta, a luta contra o racismo vem ganhando adesão por significativa parcela da sociedade brasileira. Nunca senti em momento algum da minha vida uma sensação tão forte de que a pauta do movimento negro estivesse tão presente no meio da sociedade civil como hoje. Acho revelador dessa sensação o simples fato de se comemorar a data de Zumbi dos Palmares, maior líder negro da história do Brasil, na maioria das cidades. O debate sobre as ações afirmativas parece ser também significativo desse momento. Várias pesquisas e análises sobre a realidade negra são discutidas nessa semana. Acho que algumas conquistas são muito visíveis como, por exemplo, o aumento do número de negros nas universidades brasileiras. Mas se é perceptível uma certa positividade em relação à luta do movimento negro, as pesquisas também demonstram ainda o tamanho do racismo brasileiro e o tanto que ainda precisamos fazer. Sigamos o fluxo das lutas e mobilizações.
Aqui, um portal contendo spots comerciais de uma campanha intitulada "Aonde você guarda o seu racismo?". Vejam.

domingo, 19 de novembro de 2006

Tetra campeão!!!!!!





Ok, ok... Sou flamenguista!
Mas em São Paulo, torço para o São Paulo.
E vou comemorar.

sábado, 18 de novembro de 2006

Estação derradeira



A Estação Primeira de Mangueira, minha amada escola de samba, me emocionou essa semana. Novamente, assisti ao desfile de 1998, quando ela homenagou Chico Buarque e ganhou o título de melhor. Aquele desfile é histórico e emocionante. Me arrepio e choro toda vez que vejo. São duas paixões nacionais juntas, duas unanimidades brasileiras.
Essa semana, a Mangueira escolheu o melhor samba enredo para o desfile de 2007 que tem como tema principal "A língua portuguesa". Tem tema melhor? Sei não, mas acho que ela virá tão linda que a gente vai ganhar mais um desfile....
Aqui, um pouco do enredo do ano que vem. Não esqueçam de ler. Lindo!

domingo, 12 de novembro de 2006

Com açúcar, com afeto



duas fotos de pura alegria...
eu e dany no show do antônio nóbrega no sesc pinheiros.
eu e alan no show do antônio nóbrega no sesc pinheiros.
eu sabia que estava feliz, mas olhando essas fotos... tava muito mais! bom demais, com direito a motorista de táxi perdido, a ato falho; a queda na hora de dançar frevo e de joelho dolorido.
e já estou morrendo de saudades.

domingo, 29 de outubro de 2006

"Nós, os primitivos", por Pedro Tierra



Fomos levados ao pelourinho das palavras.
Ao açoite público sob a luz impiedosa da tarde.
Arrastados pelas ruas.
Atados às patas dos cavalos.

O sangue, o sal, a carne em postas,
exposta ao sol para o horror dos olhos:
a aterradora pedagogia do medo
gritando no alto dos postes da imensa Vila Rica.

De onde brota a sinistra raiz desse ódio?
Do édito
- que não concebe a recusa.
Dos punhos de renda
- que rejeitam a mão que a moenda mastigou.
Do senhor
- que não tolera o gesto insubmisso.
Da voz
- que arma a mão do feitor.

Essa que maneja a lava da palavra
e dissolve com seu fogo os passos que cumprimos.
Sonham, senhores e áulicos, nos converter em cinzas
e nos lançar aos ventos definitivos.

Mas dobramos a esquina e nos recompomos
na voz de um peão
que ecoa a força dos séculos
na pedra da praça e nos redime.

Sitiados pelo silêncio
– o silêncio aqui são os rios da palavra morta
ditada à diário ante os nossos olhos –
rompemos o submisso idioma do conformismo.
Invadimos a terra cercada e os espaços do mando.

Recriamos o espaço das ruas
(e das redes virtuais que a ordem não captura...),
Carregamos por elas bandeiras de liberdade.
Desafiamos o pelourinho.
Já não dobramos o dorso,
já não baixamos os olhos.

Com o corpo coberto de cicatrizes,
portando estrelas no peito,
nos olhos a invencível vocação de mar,
nós, os primitivos
voltamos
e somos milhões.

Lula lá de novo...



Precisa ser melhor que o primeiro mandato; precisa ser mais firme com uma política econômica que atenda, de fato, aos interesses da maioria da população; precisa mudar algumas das prioridades no que diz respeito à questão do meio ambiente; precisa... O PT precisa se reinventar, refletir sobre seus atos, voltar para suas bases, precisa... Mas me sinto feliz! Geraldo Alckmin seria puro retrocesso... E, desculpa lá, vou à Avenida Paulista comemorar...

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

E tem coisa melhor?






Eita finalzinho de semana arretado de bom...
Meu irmão mais novo passou quase cinco dias aqui em sampa. Adoro quando tenho a possibilidade de mostrar essa cidade para minha família. Meu deus, que maravilha poder reencontrá-lo depois de um ano e meio. Ele está lindo, engraçadíssimo (como sempre) e esbajando saúde. E eu, feliz da vida! Caminhada na Avenida Paulista com direito a performances, uma boa pizza no Bixiga, uma passeada no MASP, um passeio de bicicleta no Ibirapuera, uma visita na Bienal de Arte, um choppinho na Vila Madalena foram alguns dos programas que fizemos. E já estou é com saudades. Em cima, um pequeno registro disso tudo. E tomara que isso se repita é logo!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

A volta do blog



Pensei, pensei, pensei e decidi voltar...
Queria mudar um pouco o layout, tipo: vida nova, visual novo.
Como ainda não domino essas coisas muito bem vou pedir a alguns amigos. Enquanto isso, vou continuando com esse.

Esse primeiro post de volta, é apadrinhado por Tom Zé. Ele que está fazendo 70 anos.
Alguém diz que ele tem essa idade?
Um revolucionário romântico e musical.
Como gosto de Tom Zé. Como sou seu fã.

Tropicalista dos melhores, Tom Zé se renova a cada disco seu, experimenta acordes e temas. Estou doido pra ver o documentário sobre ele na 30º Mostra de Cinema de São Paulo. Dizem que está uma coisa linda. O nome do documentário? "Fabricando Tom Zé". Seu novo disco Danç-Êh-Sá é meu mais novo sonho de consumo. E não tem Rapidshare ou qualquer outro programa de downloads que vão me tirar a vontade de comprar esse cd. Quem sabe alguém me presenteia pela defesa da tese que será em novembro...

Abaixo, uma de suas músicas do disco Hips of tradition, "Amar"

Amar, amar
ceder ao coração
a razão
e só, só, só viver
pra ser
a casca pro outro
viver.

E ter, e ter e ter
amarguras mil sem ter,
por que e pra que tecer
e ser
como uma varinha de condão
para quando riscar o chão
espalhar, espalhar no céu (ah!)
Beatles a granel
em sonhos de papel
porque na vida amar é fel
e mel

Tudo bem alto,
Tudo baixinho,
Tudo calado
Tudo bem alto,
Tudo baixinho
Tudo...

Acho que começamos bem!

sábado, 11 de março de 2006

O último post?

Galera, de fato, o Que Mico vai dar uma boa pausa... Acabar, acabar, não vai não, mas agora...
Sem tempo total! Agradeço imensamente todos aqueles que de alguma forma acompanharam.
Depois ele volta, depois ele volta! Se quiserem me acompanhar vou estar no fotolog. É mais simples. Aí fica uma última foto do carnaval aqui em São Paulo.
Um beijo a todos os amigos portugueses e brasileiros que eram o maior público (e aqueles para quem escrevia).

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Carnaval: promessa de vida no meu coração.








Quase cinco horas da manhã e segue a correria dos organizadores das alas das outras escolas de samba. Arruma ali, organiza acolá… Uma fantasia que cai, a bateria que se ajeita. Enquanto isso, descansávamos esperando nossa hora… O atraso ajuda-nos a perceber melhor toda a dinâmica. Um pouco de água, conversa e muitos, mas muitos sorrisos. Havia uma cumplicidade no olhar, um desejo de fazer o melhor, enviar uma energia boa…

Cinco e meia: começamos a nos organizar na concentração. Uma longa caminhada até o local. O sol já aparece, devagar. Engraçado: à medida em que caminhamos rumo ao local, somos possuídos por uma espécie de emponderamento; nos sentimos fortes, prontos para a guerra de alegria e paz. Talvez essa seja a melhor imagem que tenho pra definir o que sentia: nos preparávamos para uma guerra e íamos defender algo que pra nós era vital. A sirene é o sinal do início do processo.

Seis e quinze: os intérpretes começam o esquenta.
“Bixiga hoje é só arranha-céu/já não se vê mais a luz da lua/mais a Vai Vai tá firme no pedaço/é tradição e o samba continua”.

O coração bate acelerado, a mão sua, os integrantes se abraçam desejando um bom desfile. Muito mágico, muita mágica no ar. E choramos com o choro do cavaquinho. A voz do intérprete, o som da bateria que explode e o grito emocionado dos passistas, tudo ao mesmo tempo, elevam a alma de qualquer pessoa... O desfile começava ali, naquele momento.

Dançava feito menino embalado pela imagem do sol que acabava de nascer e pela energia que a arquibancada nos passava. As cores, os passos ensaiados, a coreografia espontânea daqueles que curtiam o carnaval trabalhando, se harmonizavam num mosaico nem sempre tão técnico, mas sempre muito belo.

E chamávamos ao som do samba enredo a multidão que ali estava: “vem, vem meu amor, nesse balanço eu vou/amor eu vou/vem navegar nas ondas desse mar/vai vai nos levará, a viajar”. E a multidão respondia… E eu me arrepiava, pulava, sorria, gritava. Uma catarse pura revestida de alegria e emoção à flor da pele.

O breque da bateria me empolgava. O balé do mestre-sala e da porta-bandeira – que dançavam na minha frente – me empolgava. A memória daqueles que são, de fato, da comunidade, me empolgava. Tudo era contagiante…

E automaticamente lembrei-me de inúmeras pessoas que também estavam ali de alguma forma. Um filme passava em minha cabeça. Nele misturavam-se as lembranças de uma família carnavalesca em Barras e meu desejo infantil de um dia desfilar. Tudo isso era potencializado ali. E eu me acabava só de pensar.

A brisa matinal acariciava nosso corpo já cansado. O samba materializado no desenho do carnavalesco marcava-me, profundamente. Uma ópera popular em céu aberto com a assinatura da felicidade. Era isso: a afirmação expressa da marchinha da Vai Vai que diz, “Quem nunca viu venha ver, quem nunca viu o samba amanhecer…”. E amanhecia, lindamente. E deus parecia sorrir, como disse alguém esses dias.

Terminado o desfile, comemorávamos nos abraçando, alegres por ter feito parte desse momento único, absolutamente especial.

E ficou a sensação (melhor dizendo, a certeza) de que o carnaval é re-existência mais que resistência; é “beleza da força da beleza da força da beleza”; “é a confirmação da promessa que diz que haverá esperança enquanto houver um canto mais feliz”; é a expressão maior da antropofagia libertária brasileira, tão mágica e tão bela e tão forte e tão…. como só ela.

E a sensação de que era a primeira de inúmeras vezes. Quem me conhece acredita!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Rolling Stones em Copacabana


E o show dos Rolling Stones em Copacabana, definitivamente, ficará marcado para sempre na minha memória. Foi lindo demais! E não tinha como ser diferente juntando essas duas coisas maravilhosas... A banda, ícone do que existe de mais pop na música e essa cidade que me acaba toda vez que lá vou.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Nossa mistura de pele deu samba na veia, incendeia...

Galera,

É sério mesmo... esse blog fechará as portas na quarta feira de cinzas...
Eita data boa! Sem tristeza, só alegria...
E falando em alegria... Amanhã viajo para o Rio para assistir o show dos Rolling Stones no sábado na praia de Copacabana. E dia 24 às 05:40hs tô desfilando na VAI VAI. Meu deus, muita emoção. Aqui vai uma foto minha já pronto com a fantasia...

Navegante português propondo uma descolonização através do samba, do suor e da cerveja atrás da bateria da escola de samba. E viva a antropofagia que faz o nosso carnaval.

Ô abram alas que eu quero passar/Ô abram alas que quero passar...

Samba enredo 2006

São Vicente, aqui começou o Brasil
Vem, vem meu amor
Nesse balanço eu vou
Amor eu vou, vem navegar
Nas ondas desse mar
Vai-Vai nos levará a viajar.....

Terra à vista
Depois de atravessar o tenebroso mar
Bela Vista, um paraíso de beleza singular
A primeira cidade do nosso Brasil
Na força das raças unidas surgiu
Foi dessa união o início da nossa nação
Bravos bandeirantes
Exploraram este chão
Para semear e construir
As bases da economia
Se a cana de açúcar foi fundamental
O meu Bixiga, é combustível nesse carnaval

Divina Luz que vem do céu clareia,
Deixa clarear
Nossa mistura de pele
Deu samba na veia, incendeia!

Cartão postal
A Ponte Pênsil é monumental
Cruzou o mar, veio o progresso
E São Vicente floresceu
Cidade berço cultural
Nascente da democracia
A natureza tem o seu real valor (ÔÔÔ)
Meus tamborins em alto astral!
Sacodem a ilha noite e dia
É nessa praia que o Vai-Vai chegou

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

É meus amigos… estou cada vez mais sem pique de atualizar o blog. Acho que essa experiência dura só mais um mês. Acho que depois do carnaval o blog vai junto com as cinzas. E falando em carnaval… Esse ano passarei pela experiência de desfilar numa escola de samba. Pense numa contagem regressiva. Não vejo a hora. Já estou com o samba na ponta da língua e no gogó. E quem quiser me encontrar aos fins de semana é só ir na quadra da VAI VAI, minha escola preferida em São Paulo. Vamo desfilar raiando o dia. Coisa linda de se ver. Curiosidade: a fantasia da minha ala é de navegante português. :P

E como diz o refrão:

"Divina luz que vem do céu clareia/Deixa clarear
Nossa mistura de pele, deu samba na veia/Incendeia".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

26 anos



Vida longa a um novo PT!

sábado, 28 de janeiro de 2006

dicionário - parte II



Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você se emprestar pros outros.

(Mania de explicação - Adriana Falcão)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

dicionário - parte I


Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer “eu deixo” é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro da sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.

(Mania de explicação - Adriana Falcão)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

452 anos


São Paulo Posted by Picasa


Porque já não consigo viver fora desta cidade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

o amor romântico por Paulinho da Viola

e tu és a mentira mais gostosa
de todas as mentiras que tu dizes

desamparo

e ele desabafou num tom de desamparo: "quanto mais abro meu coração, menor ele fica!"

domingo, 22 de janeiro de 2006

Solução simples

Nesse calor escaldante o melhor é se render: pegue uma boa água de coco, deite numa rede e ouça Paulinho da Viola.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

No caminho de casa, dentro do avião, olhando o céu


Era fim de tarde e me sentia levemente cansado e ansioso. Mas estava feliz: impossível não estar. Viajava de Desatino do Sul em direção à Desatino do Norte com direito a uma parada no Meio do Mundo. Queria muito reencontrar a família, os amigos e porque não, reencontrar a mim mesmo, uma parte de mim que sempre fica, e que a cada volta, acaricio. E não é assim? Deixamos um pouco de nós em cada lugar que passamos e, nesse momento, era preciso acalentar, ouvir (mais que falar), sentir e até brincar com esta parte minha que vive por lá, meio exilada e cheia de lembranças que vão da infância aos dezoito anos. E ele (e eu!) deve (devo) estar lá por isso: para guardar num baú antigo que era de meu avô estas lembranças. Quando quero, abro e as acesso. E elas têm diferentes formas e texturas, cores e tamanhos. Ai, essas lembranças do baú de meu avô… De vez em quando pego várias delas e sigo, me enrolando, me atrapalhando e – distraidamente – tropeçando em todas elas. E é tudo tão intenso. Nesta minha incursão tinha a expectativa de também reencontrar minhas histórias ancoradas em cada chão, cada casa, cada paisagem (cheia de mangueiras, acácias, dunas e praias), cada pedaço daquela cidade. Certamente farei isso. Ah, como farei… No meio do caminho – antes ainda de passarmos pelo Meio do Mundo – surge uma chuva que teima em bater na janela do avião: “tão lindo!”. E lembrei-me de Doravante que, em cima de Equinócio (seu cavalo fiel), dava a volta ao mundo à procura do amor perdido com uma chuva na cabeça. Uma espécie de Paco com fortes características quixotescas. Mas como todo avião que se preze voa por cima das nuvens, o nosso ziguezagueou o céu rumo às estrelas e à lua. E a fantasia tangenciou meu olhar, calmamente. E a chuva desapareceu de nosso percurso. Acordo: estamos no Meio do Mundo. E ainda faltam duas horas para chegarmos à Desatino do Norte.

PS.: Por favor, leiam o livro "Luna Clara e Apolo Onze" de Adriana Falcão.

Que mico!

É, sei que comecei 2006 quebrando promessas de um ano novo.
Mas e daí, as promessas não são pra serem quebradas?
Tudo bem. Vou fazer de tudo pra ir atualizando o blog.
Se não conseguir (juro que quero!) vou chutar o balde queridos leitores. Essa tese, ai essa tese. Mas vamos tentar mais um pouco... Se não der, por favor, me perdoem (e chorem tudo ouvindo "Esotérico" na voz de Gal e Bethânia). É lindo demais!

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Tô chegando!

Tô chegando gente. Tô chegando. Mais dois dias e estou em São Paulo. Com a rotina, o blog entra nos eixos. Mas comemoremos o primeiro ano deste blog. Foi domingo. Comemoremos o mês inteiro, afinal, o carnaval já começou. "Ô abram alas que eu quero passar, ô abram alas que que quero passar"...